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Trabalho e maternidade


Sempre tive o desejo de ser mãe em período integral. 
Desde o momento em que fiquei sabendo da gravidez já comecei a pensar quem ia cuidar do meu filho!!!
Na empresa que eu trabalhava a licença maternidade era só de 4 meses. O plano era deixar o Levi com uma mulher indicada por alguns amigos. Conforme foi chegando o dia o coração foi apertando, eu não conseguia tirar leite suficiente e como ele é alérgico precisava amamenta-lo por pelo menos um ano ou teria que comprar um leite caríssimo.
Quando fomos colocar na ponta da caneta percebemos que não compensaria voltar a trabalhar, ai tomamos a difícil decisão: eu iria sair do trabalho. O marido ficou meio assustado, pois meu salário ajudava bastante, fora o plano de saúde. Sai da empresa. Eu apesar do medo coloquei tudo nas mãos de Deus, pois Ele é quem é o grande supridor.
Cuidar do meu filho durante esse ano foi a melhor coisa que poderia acontecer. Acompanhei ele nas papinhas, no engatinhar, nos primeiros passos, isso não teve preço. Foi um ano em que ele não adoeceu, pois a amamentação funcionou como um remédio para a alergia dele. E milagrosamente Deus supriu abundantemente as nossas necessidades.
Após esse ano maravilhoso, percebemos que havia chegado a hora de voltar a trabalhar. Procurei empregos de meio período, pois queria passar pelo menos a metade do dia com meu filho. Até então não tinha encontrado ninguém para deixar meu pequeno!!!
Mas Graças a Deus encontrei uma pessoa muito abençoada para cuidar do meu príncipe, uma senhora que já cuidava do filho de uma amiga. Exatamente a pessoa que o meu coração sempre desejou que cuidasse do Levi: A Tia Aurea.
Quando comecei a trabalhar, o Levi não teve problema nenhum para adaptar-se, eu é que sofri demais com a separação, mas enfim foi para o bem de todos. Ela cuidou do Levi por mais ou menos um ano.
Quando ele fez dois anos e dois meses conseguimos a vaga na creche. Hoje meu filho tem dois anos e sete meses, já está bem adaptado à creche e eu trabalho de segunda a sexta das 06 as 12 horas. Dá tempo de ir trabalhar, cuidar de casa e ainda curtir meu tesouro.
Na minha opinião meio sonhadora, licença maternidade tinha que ser de um ano. Nesse primeiro ano da criança é fundamental a participação da mãe em período integral. Dos seis aos dezoito meses de vida ,a imunidade costuma baixar e todos os bebês ficam mais suscetíveis a infecções, principalmente aquelas causadas por vírus. A idade ideal para a criança começar a frequentar uma escolinha seria aos dois anos. Nessa idade eles já começam a expressar o que querem e adoecem menos.
Mas entendo que existem muitas mamães que não podem se dar ao luxo de ficar nem um domingo inteiro com seus filhos, pois precisam colocar o pão dentro de casa.

Encontrei essa pesquisa na revista época:
Que mãe está verdadeiramente satisfeita com o tempo dispensado e gasto com os filhos? Levante a 
mão ou faça o primeiro comentário aquela que não carrega um grama de culpa.
Pois bem, para aliviar a barra que nós, mães culpadas, que não levantamos a mão, trabalhamos fora 
e gostamos verdadeiramente de estar com nossos filhos, carregamos, a psicóloga, escritora e mãe
Cecília Troiano, 46 anos, tem uma boa notícia. Crianças se adaptam à realidade, e constroem seu 
ideal de felicidade em torno das próprias experiências. Para as crianças, tanto faz se a mãe trabalha
ou não fora, desde que essa seja uma situação bem resolvida, afirma Cecília, depois de ouvir 500
crianças e jovens, filhos da classe AB paulista. Autora de Vida de Equilibrista: dores e delícias 
da mãe que trabalha, Cecília acaba de lançar seu segundo livro, Aprendiz de equilibrista: Como
ensinar os filhos a conciliar família e carreira, escrito com base nessa pesquisa.

Entrevistei Cecília ontem para o Mulher7x7.
Mulher7x7: Sua pesquisa é a redenção para nossa culpa?
Cecília Troiano: (risos) No sentido de que precisamos perder essa mania de achar que
tudo que acontecesse é porque a gente trabalha. Se a mãe está bem resolvida, com
qualquer situação, os filhos vivem bem com isso. O trabalho não está pautando o
projeto de felicidade dos nossos filhos.


Mães que não trabalham fora dão mais atenção às crianças?

Não. O que eu percebo é que a mãe tempo integral, quando tem hora extra, quer fazer algo por si,
ao passo que a mãe que trabalha usa seu tempo extra para se dedicar aos filhos. Certa vez ouvi de 
um pediatra que ausência de mãe é prejudicial, mas excesso de mãe também intoxica. Não 
se pode abandonar, mas também não dá para cultivar essa ilusão de que eles precisam de nós
tempo integral.
Filho precisa de espaço e entender que a mãe sai e retorna, que a vida é assim, faz parte da educação 
deles.
Tem um dado aparentemente contraditório na resposta dos filhos: vêem com naturalidade a mãe trabalhar, mas reclamam mais presença dela. É dos filhos quererem sempre mais ou
tem aí uma ausência sentida que a mãe não consegue compensar?
Quando perguntei o que eles gostariam de mudar na mãe, apareceu essa demanda de “ficar mais
tempo comigo”, mas, ao mesmo tempo,ganhar mais dinheiro. Os filhos sempre querem o melhor
dos dois mundos. Os filhos maiores, sobretudo, vêem benefícios no fato de a mãe trabalhar. Mas
criança sempre quer mais. Se deixar, vê o mesmo filme dez vezes. Tem um pouco isso, da criança
não se conformar, o que é próprio da criança e não uma expressão da ausência da mãe.
Suas filhas, que são pequenas estão nessa fase, não é? Adolescente também têm demandas,
mas também querem os seus momentos.


Quando a senhora pergunta as justificativas dos filhos para o fato de a mãe trabalhar
fora, aparecem apenas dados materiais:ganha dinheiro, dar vida melhor à família e

comprar coisas para eles. A senhora mesma chama a atenção que, ou é uma história
que precisa ser mais bem contada, ou está todo mundo trabalhando só para pagar contas. 
Como essa pesquisa pegou classes mais abastadas, não parece ser o caso de só pagar

as contas. Isso me chamou a atenção. Não estamos diante de um modelo equivocado 
de valores transmitidos às crianças?

Focar apenas o lado econômico realmente é passar a idéia de que trabalho é só fonte de sacrifício.
A gente passa o modelo errado de conquista e gratificação que o trabalho pode trazer.
Uma psicopedagoga que entrevistei disse que precisamos falar de preço e valor.
Preço é o que eu ganho, o dinheiro. O valor é a realização. 
É possível ter as duas coisas no mesmo lugar.
No item “atividades associadas à mamãe” aparece arrumação da casa, obrigações,
obrigações, e lá pelo sexto lugar “brincar com os filhos”. Com os pais é diferente. 
Esse item aparece mais alto na lista das prioridades. 

Quer dizer que a mulher é a que não para e o papai é o divertido da história?
Parece que, mesmo as mulheres que contam com os maridos, ficam muito no fazer, fazer, 
fazer,enquanto os pais parecem aproveitar mais a curtição. É um recado para a mulher 
abrir mais espaço para o homem assumir certas obrigações e se aproximar mais da brincadeira.
No meu primeiro livro, eu publico a carta de um pai carioca falando justamente disso.
Até porque muita mulher não abre mão desse território de poder: eu faço, eu decido,
aí fica esse círculo vicioso, a mãe faz tudo, e o pai brinca.

A que conclusão a senhora chegou depois de ouvir tantos filhos?
Eles serão melhores equilibristas do que nós. Tendem a buscar mais equilíbrio na vida profissional 
e, possivelmente, irão usufruir de papéis mais bem definidos para homens e mulheres como pais e 
mães de uma família. O trabalho sempre será importante pelo dinheiro que traz, esse é o motor 
da economia, mas também por outros valores que agreguem à nossa vida
E mais: ainda que hoje seu trabalho não lhe traga o prazer sonhado, ou por mais que você trabalhe
apenas para pagar contas, você pode ensinar aos seus filhos que o trabalho deles poderá, sim, 
ser outra fonte de prazer e realização, um desejo legítimo e necessário, do tamanho exato do
sonho de uma criança.
Fonte: mulher7por7

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