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Alimentação da mãe durante a gravidez II

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A alimentação é um dos fatores que mais influencia o nosso estado de saúde e essa influência começa muito antes do nascimento. Isto significa que a alimentação durante a gravidez é da maior importância não só para a grávida mas também para o futuro bebê. É afinal daí que provêm as matérias primas para a formação do novo ser.
Comer bem não é comer por dois; é sim comer duas vezes melhor.

Como deverá ser distribuído o aumento de peso ao longo da gravidez?

Este aumento de peso é muito discreto nos primeiros meses acentuando-se no último trimestre.
Durante os primeiros 4 meses – cerca de 1,5 - 2 kg
5º e 6º mês – 3 kg
Ú ltimo trimestre – 6 kg

Esta situação reflete o desenvolvimento do bebê que evolui lentamente no início, ganhando depois peso de uma forma muito mais acentuada:
À s 10 semanas pesa cerca de 5 g
À s 30 semanas pesa cerca de 1,5 kg (aumento de 300 vezes!)
À s 40 semanas pesa em média cerca de 3,5 kg

O acréscimo de peso no final da gravidez resulta da soma dos seguintes factores:
Peso do bebê – 3,5 kg (em média)
Placenta, líquido amniótico e outras alterações fisiológicas – 4 kg
Gordura de reserva (destinada à amamentação) – 3,5 kg

Um aumento excessivo de peso não significa necessariamente um bebê maior e pode mesmo trazer inconvenientes para o trabalho de parto e para a própria saúde de ambos, significando ainda uma maior dificuldade de recuperação do peso anterior à gravidez.
Por outro lado, um aumento deficiente de peso pode interferir no normal desenvolvimento do bebê aumentando o risco de prematuridade e de bebês com muito baixo peso.
É importante referir ainda que a gravidez não é uma boa altura para corrigir problemas de peso. Mulheres com excesso de peso não deverão “fazer dieta” para emagrecer durante a gravidez, mas sim controlar aumentos excessivos de peso.

E as necessidades nutricionais...
A grávida tem maiores necessidades de todos os nutrientes, de uma forma geral. Continua a necessitar de nutrientes para si mesma e paralelamente para garantir a formação e o desenvolvimento saudáveis do seu bebê.

A alimentação durante a gravidez deve ser variada, em pequenas frações, ter na sua composição todos os alimentos que constituem a RODA DOS ALIMENTOS.

As vitaminas
O ácido fólico é uma vitamina presente nas folhas verdes, nas carnes, e em especial nos cereais enriquecidos. A sua importância é grande na prevenção de algumas malformações do feto, pelo que deve ser administrado ainda antes da gravidez. É uma das vitaminas cujas necessidades mais aumentam durante este período.

A vitamina C é essencial para o bom aproveitamento do ferro ajudando a prevenir a anemia. Está presente nos frutos, especialmente nos citrinos e no kiwi.

A vitamina D é importante para a absorção e fixação do cálcio nos ossos da grávida e adicionalmente para a formação do esqueleto e dos próprios esboços dentários do bebê. Está presente nos produtos lácteos gordos ou meio gordos ou magros enriquecidos.

A água e a fibra
Por razões diversas a obstipação é muito frequente durante a gravidez. Para a prevenir é essencial uma ingestão adequada de fibra alimentar, presente nos legumes, frutos e cereais pouco refinados.
Simultaneamente é indispensável beber cerca de 2 litros de água por dia. Os sumos de fruta naturais e preparados no momento são também excelentes.

Os minerais
O ferro é um componente dos glóbulos vermelhos do sangue que tem a função de transportar o oxigénio a todas as células e a sua carência resulta em anemia. A grávida tem necessidades acrescidas de ferro uma vez que, para além das suas próprias necessidades está a formar os glóbulos vermelhos do bebê. Para além da ingestão alimentar de ferro presente nomeadamente nas carnes vermelhas, é frequente dar-se como suplemento.

O cálcio é o constituinte mais importante dos ossos e dentes. Para evitar o enfraquecimento dos seus próprios ossos a grávida deve ingerir alimentos ricos neste mineral como é o caso dos lacticínios. Deve no entanto assegurar-se da sua qualidade e de que são pasteurizados, nomeadamente o queijo fresco e o requeijão.

Como compor a alimentação diária?
A alimentação deve (continuar a) ser variada e contemplar alimentos de todos os grupos da Roda dos Alimentos:

Os legumes e a fruta (grupo V) são essenciais pela sua riqueza em vitaminas, fibra alimentar e água e simultaneamente baixo valor calórico. Tenha especial atenção aos legumes crus que devem ser muito bem lavados. Fora de casa pode ser preferível optar pelos legumes cozinhados em vez das saladas, dada o possibilidade de transmissão de algumas doenças.

Os cereais e derivados (grupo IV), são importantes como fonte de energia, glícidos complexos, fibra alimentar, vitaminas e minerais. Neste grupo deve preferir alimentos pouco refinados por serem mais ricos em fibra, vitaminas e minerais, por exemplo o pão de mistura é preferível ao pão branco. Os cereais de pequeno almoço são igualmente uma excelente opção, ricos em fibra, minerais e vitaminas, nomeadamente ácido fólico. Ajudando também ao bom funcionamento intestinal, mantêm uma sensação de saciedade mais duradoura.

Os lacticínios (grupo I) são excelentes fontes de cálcio, proteínas e vitaminas. A grávida deve beber diariamente entre 500 e 750 ml de leite ou equivalentes. O iogurte, para além dos benefícios do leite como a sua riqueza em cálcio e em diversas vitaminas tem a vantagem de ser de digestão muito fácil e ajudar a um bom funcionamento intestinal. Opte por lacticínios meio gordos ou magros mas enriquecidos, nomeadamente em vitaminas.

Queijos: no caso do queijo fresco assegure-se de que é pasteurizado e verifique as condições de higiene em que é vendido. Dos restantes queijos escolha os menos gordos e com menos sal.

As carnes e o peixe (grupo II) são fontes de proteínas por excelência e diversas vitaminas. As carnes são igualmente uma fonte de ferro por excelência. O peixe é rico em gorduras polinsaturadas e em ácidos gordos essenciais, de extrema importância para o desenvolvimento do cérebro da visão do bebé, essencialmente durante o último trimestre de gravidez.

As gorduras são muito importantes mas estão presentes em praticamente todos os restantes alimentos o que justifica as pequenas dimensões do grupo III. A sua qualidade é particularmente importante neste período: as gorduras de origem vegetal como o azeite são boas fontes de ácidos gordos essenciais e de preferência devem ser utilizadas em cru para não perderem as suas qualidades. Para cozinhar o azeite continua a ser a melhor escolha embora deva ser o menos aquecido possível.


O que deve privilegiar?

• Frutas e legumes (muito bem lavados ou cozinhados)
• Cereais (privilegiando os mais ricos em fibra)
• Lacticínios (500 – 750 ml de leite ou equivalentes /dia, por exemplo iogurtes
• Um consumo regular de peixe (idealmente 1 refeição/dia)
• Água (pelo menos 2 litros/dia)
• Refeições regulares (com intervalos de 3 a 3,5 horas)
• Comer devagar mastigando bem os alimentos
• Exercício físico adaptado ( por ex. andar a pé)

O que deve evitar?

• Gorduras, principalmente aquecidas (ex. fritos e refogados)
• Açúcar e doces em geral (reservados para ocasiões especiais)
• Sal e produtos salgados (ex. charcutarias, snacks)
• Álcool, café e outras bebidas estimulantes (evitar os refrigerantes e gaseificadas)
• Carnes mal passadas e legumes crus mal lavados. Eles podem ser fontes de transmissão de doenças
• Intervalos longos entre as refeições

Como evitar a obstipação?
A obstipação (prisão de ventre) é um problema muito comum durante a gravidez, com tendência a agravar-se ao longo deste período. Pelas alterações hormonais próprias da gravidez e pela pressão que o útero em crescimento vai exercendo sobre o intestino é frequente surgir dificuldade no funcionamento intestinal. Para evitar esta situação é importante:
Beber muita água ao longo do dia (2 l)
Consumir diariamente fruta, legumes e cereais ricos em fibra;
Fazer exercício físico regularmente

Como lidar com as naúseas e vómitos?
As naúseas e vómitos são bastantes frequentes no primeiro trimestre de gravidez embora por vezes se prolonguem até mais tarde. Para lidar com este incómodo é conveniente:

• Comer várias vezes ao dia e pouco de cada vez;
• Evitar refeições com muita gordura;
• Beber muita água em pequenas quantidades de cada vez;
• Comer alimentos secos como tostas ou bolachas de água e sal que ajuda a aliviar as naúseas


Tomar medicamentos sem conselho médico é sempre uma atitude de risco mas durante a geavidez há mais alguém a sofrer as consequências. Não tome qualquer medicamento sem consultar o seu médico.

VIDA DIÁRIA: Rodeie-se de um clima de tranquilidade durante toda a gravidez. Evite discussões e procure descansar bastante longe do barulho, escutando música relaxante. Lembre-se que o bebé ouve os sons exteriores a partir dos 5 meses, e proporcionar-lhe esses momentos de harmonia é, sem dúvida, benéfico para ele.

VIDA LABORAL: Outra boa medida para manter o bom ânimo é continuar a fazer a vida normal. Às mulheres trabalhadoras a continuidade da sua vida laboral proporciona-lhes confiança e estabilidade tendo em conta as situações em que o repouso seja indicado pelo médico, ou que o cansaço físico dificultem a sua actividade.

O BEM-ESTAR EMOCIONAL
Não podemos falar da saúde corporal sem referir o equilíbrio emocional. A maternidade é, sem dúvida, umas das experiências mais maravilhosas e enriquecedoras que uma mulher pode viver. Contudo, da mesma forma que aparecem sentimentos de ternura, também surgem receios, temores e até uma certa hostilidade face ao novo estado, que a tornam confusa. Deve recordar-se que todas estas alterações são um reflexo de intensas secreções hormonais, que provocam na grávida uma maior instabilidade emocional. Por outro lado, é normal que uma pessoa adulta se interrogue a si mesma sobre a sua capacidade para assumir a responsabilidade de ser mãe. Tente ultrapassar estas questões, falando com o seu médico e se necessário poderá ter apoio de um Psicólogo: sentir-se-á melhor e o bebé será o primeiro a beneficiar.

Os cereais NESTLÉ FITNESS são preparados à base de trigo integral e arroz, ricos em fibras, vitaminas como o ácido fólico e minerais nomeadamente ferro e cálcio. Constituem uma excelente opção para o pequeno almoço promovendo uma boa saúde e ajudando ao bom funcionamento intestinal.

NESTLÉ FITNESS & FRUITS alia a riqueza dos cereais ao sabor da fruta. Rico em fibras, vitaminas e minerais constitui um pequeno almoço delicioso e de elevado valor nutricional.

Pela sua extraordinária riqueza em fibras NESTLÉ FIBRE 1 é excelente na regularização do funcionamento intestinal e é igualmente enriquecido em vitaminas e minerais.

O gama de iogurtes NESTLÉ Bifidus tem ainda a vantagem adicional de ajudar ao equilíbrio da flora intestinal promovendo graças à acção dos bifidus, à sua riqueza em fibra, sendo ainda enriquecido em cálcio.

O iogurte Longa Vida Natural da NESTLÉ é rico em cálcio, de baixo valor calórico e de fácil digestão constituindo também uma boa opção para ingerir lacticínios.
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Como interpretar o exame de gravidez-Beta HCG

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Gonadotrofina coriônica humana (hCG) é um hormônio de glicoproteína produzido na gravidez que é feito pelo embrião logo após a concepção e mais tarde pelo sinciciotrofoblasto (parte da placenta).
Seu papel é o de impedir a desintegração do corpo lúteo do ovário e progesterona, assim, manter essa produção é crítico para a gravidez em seres humanos. O hCG pode ter funções adicionais, por exemplo, acredita-se que o hCG afeta a tolerância imunológica da gravidez. Testes de gravidez, em geral, são baseados na detecção e medição dos níveis de hCG.
Curiosidade: o hCG também é produzido por alguns tipos de tumores, sendo o hCG um importante marcador tumoral, porém não se sabe se esta produção é um fator que contribui ou um efeito da tumorigênese.

Função do hCG
A gonadotrofina coriônica humana interage com os receptores LHCG e promove a manutenção do corpo lúteo durante oinício da gravidez, fazendo-o secretar o hormônio progesterona. O progesterona enriquece o útero com um espesso revestimento dos vasos sanguíneos e capilares para que ele possa sustentar o crescimento fetal.
Devido a sua alta carga negativa, o hCG pode afastar células imunizarias da mãe, protegendo o feto durante o primeiro trimestre.
Também tem sido hipotetizado que o hCG pode ser um vínculo placentário para o desenvolvimento local da imunotolerância materna. Por exemplo, células endometriais, tratadas com hCG induzem um aumento da apoptose de células T (dissolução das células-T). Também tem sido sugerido que os níveis do hCG estão ligados à severidade do enjôo matinal apresentado pelas mulheres grávidas.
Por causa de sua semelhança com o LH, o hCG também pode ser usado clinicamente para induzir a ovulação nos ovários, bem como produção de testosterona nos testículos. Como a mais abundante fonte biológica são as mulheres grávidas, algumas organizações chegam a coletar urina de mulheres grávidas para extrair hCG para uso no tratamento de fertilidade.
A gonadotrofina coriônica humana também desempenha um papel na diferenciação celular / proliferação e pode ativar a apoptose.

Testes hCG
Níveis de hCG podem ser medidos no sangue ou na urina. Mais comumente, isto é feito com a finalidade de obter um teste de gravidez, destinado a indicar a presença ou ausência de um embrião implantado.
A maioria dos testes emprega um anticorpo monoclonal, que é específico para a subunidade do β-hCG (bHCG). Este procedimento é empregado para garantir que os testes não resultem em falsos positivos confundindo o hCG com FSH ou LH. (Os dois últimos são sempre presente em diferentes níveis no corpo, enquanto que a presença de hCG quase sempre indica a gravidez.).
* O teste hCG de urina pode ser um ensaio imunoenzimático cromatográficos ou qualquer outro formato de testes, caseiros, consultório médico ou de base laboratorial. No início de gravidez, resultados mais precisos podem ser obtidos usando a primeira urina da manhã quando os níveis de hCG são mais elevados. Quando a urina é diluída (densidade específica inferior a 1.015), a concentração de hCG pode não ser representativa da sua concentração no sangue e, o teste pode ser um falso negativo.
* O exame hCG de sangue é feito utilizando 2.4 ml de sangue venoso, é tipicamente uma quimio ou Imunoensaio Fluorimétrico que podem detectar níveis bHCG tão baixos quanto 5 mIU / ml e permite a quantificação da concentração de bHCG. A capacidade de quantificar o nível bHCG é útil no acompanhamento das células germinativas trofoblástica e tumores, cuidados comuns após um aborto, e no diagnóstico e acompanhamento dos cuidados pós-tratamento de gravidez ectópica. A visível falta de um feto em uma ultra-sonografia vaginal após terem alcançado níveis bHCG de 1500 UI / ml é um forte indicativo de gravidez ectópica.
Testes usando os níveis de hCG são também um elemento do triplo teste, um teste de rastreio para certas anomalias cromossômicas fetais / defeitos congênitos.

bHCG - Quando fazer
Quando fazer o exame bHCG é uma das perguntas mais comuns quando não se sabe se está grávida ou não. Vale lembrar que na gravidez inicial, a concentração de bHCG no plasma materno duplica a cada 3 dias. Sendo assim, o exame bHCG de sangue apresenta resultados positivos de 8 a 10 dias após fecundação, pois o ovócito ao ser implantado no útero, imediatamente inicia a produção do hormônio gonadotrofina (bHCG). Para o exame de urina o ideal é fazer 15 dias depois, pois é necessário grande quantidade do hormônio para a identificação positiva e evitar um falso negativo.

bHCG Quantitativo x bHCG Qualitativo
Muita mulheres tem essa dúvida, qual a diferença entre bhcg quantitativo vs bhcg qualitativo? Bom, a única diferença entre os dois é que o quantitativo fornece o resultado em valores, isto é, 100, 5000, 15497 mUI/mL etc. Já o qualitativo fornece o resultado em positivo ou negativo. Simples assim.

Tabela hCG
A tabela hCG mostra a evolução do hCG no sangue a partir do momento que ocorre a implantação. Tenha em mente que cada laboratório pode ter seus próprios valores de referência e você sempre deve consultar a tabela do laboratório. A tabela abaixo é a mais comumente achada.

Gonadotrofina coriônica - Beta HCG

Resultado (mUI/mL) - Situação
Até 49 (mUI/ ml) - Negativo
10 a 100 (mUI/ ml) - Indeterminado
Acima de 100 (mUI/ ml) - Positivo
Mulheres após a menopausa - menos de 9.5

Gonadotrofina coriônica - Beta HCG
SemanasValores (mUI/mL)
1 semana
5 a 50 mUI/mL
1 a 2 semanas
50 a 100
2 a 3 semanas
100 a 5000
3 a 4 semanas
500 a 10.000
4 a 5 semanas
1000 a 50.000
5 a 6 semanas
10.000 a 100.000
6 a 8 semanas
15.000 a 200.000
2 a 3 meses
10.000 a 100.000


OBS: Segundo o Dr. Charles Schwambach

Valores entre 0 e 25: resultado negativo, porém gestantes na primeira ou segunda semana de gravidez podem apresentar valores ainda inferiores a 25, então recomenda-se esperar por mais 10 a 15 dias e se persistir o atraso menstrual repetir o exame.

Valores entre 25 e 100: são considerados positivos ou indeterminados (depende do laboratório), na maioria das vezes são considerados positivos. Na dúvida deve esperar por mais 10 a 15 dias e se o atraso menstrual persistir deve repetir o exame;

Valores acima de 100: resultado positivo.

Fonte: medicoresponde.com.br
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O feto aprende- INTERESSANTÍSSIMO

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Encontrei esse artigo na Revista Superinteressante e achei fantastico....é um pouco grande mas vale a pena:

O filho entende a mãeDesde o começo da gestação, os sentimentos e os humores maternos afetam o filho, que está exposto aos mesmos hormônios que ela. Fetos rejeitados são candidatos sérios a distúrbios de comportamento.

A sala escura onde você ficou trancado é o útero de sua mãe e a batida de tambor é o coração dela. Os borbulhos que você ouviu vêm do intestino materno. As vozes abafadas são as conversas lá fora, que chegaram até você a partir do quarto mês da gravidez, quando seus ouvidos começaram a funcionar. A voz que predomina é a da sua mãe, porque alcança seus ouvidos por dois caminhos diferentes: vinda de fora, propagada pelo ar, e transmitida pelo corpo, direto das cordas vocais dela até você.
“Para a criança, essas coisas não são simples estímulos”, diz a psicóloga Vera Iaconeli, professora da Universidade Paulista (Unip) e especializada em psiquismo fetal. “Aquilo é a vida, é tudo.” Por isso, se a gestação for desagradável, a criança já vai sair do quarto escuro com uma impressão ruim da própria existência. Segundo estudos recentes, filhos indesejados pela mãe têm maior chance de nascer esquizofrênicos ou autistas. As duas doenças têm em comum o fato de se caracterizarem pela fuga do mundo real. São uma forma de se proteger da hostilidade dos outros.

Percepção sensorialMas como é que os filhotes percebem que são indesejados? Telepatia? Não. É que eles estão ligados à mãe pelo cordão umbilical. Se ela fica assustada, libera substâncias que também vão agir neles. Ansiedade, nervosismo e depressão também são transmitidos quimicamente por hormônios. “Toda situação de estresse atinge o feto”, resume a neuropsiquiatra infantil Theodolinda Mestriner Stocche, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto (SP).
Um experimento do obstetra austríaco Gerhardt Reinold na década de 80 comprova o efeito da química materna sobre o filho. Reinold pediu a mulheres grávidas que se deitassem, enquanto examinava o interior de seus úteros pelas imagens de ultra-som. Ele sabia que aquela posição acalmaria os fetos, mas não contou às mães. Daí fez a maldade de dizer a elas que seus filhos, segundo o ultra-som, tinham parado de se mexer. Elas ficavam apavoradas, achando que havia algo errado, e, quase imediatamente, os fetos também se inquietavam no útero, afetados pela adrenalina liberada pela mãe. É claro que nenhum deles saberia identificar o que sentiam como medo, mas não há dúvida de que eles passaram por um susto.

Emoções transmitidasDesconfortos passageiros, como o criado por Reinold, não provocam danos irremediáveis, é claro. Mas quando a gestante passa o tempo todo deprimida por não querer a criança, culpando-a pela guinada do destino que uma gravidez pode representar, aí o feto sentirá o golpe, como se soubesse de tudo. “Ele certamente vai perceber que algo não anda bem e sofrerá”, afirma a neurologista Maria Valeriana Moura Ribeiro, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior de São Paulo.
Até a década passada, achava-se que só depois dos seis meses de gestação os futuros rebentos seriam sensíveis a esse tipo de estímulo. Afinal, é só no término da gravidez que as áreas do cérebro responsáveis pela memória começam a funcionar. Mas, com a sofisticação da aparelhagem de ultra-som, ocorrida nos últimos cinco anos, foi possível observar com precisão as reações intra-uterinas. Hoje, o obstetra consegue enxergar, com cores e imagens tridimensionais, até o movimento ocular do futuro bebê. Com tantas informações novas, descobriu-se que ele reage aos estímulos hormonais a partir do segundo mês de gestação.
Há quem vá ainda mais longe. O médico Eliezer Berenstein, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, acha que existe memória desde a concepção. “Mesmo antes que haja neurônios, as células devem ter alguma maneira de registrar quimicamente o que lhes aconteceu”, acredita ele. “Assim, ajudariam o embrião a não repetir experiências ruins.”

Ele está escutando tudoDepois do quarto mês, o feto já reage a sons e ao toque e começa a criar o vínculo afetivo profundo com a mãe.

Não são só químicos os estímulos intra-uterinos que podem influir na personalidade de quem vai nascer. A partir do quarto mês, já há vários sentidos desenvolvidos, inclusive a audição. No século passado, os médicos achavam que o útero era uma cápsula acusticamente isolada do mundo. A criança ficaria então protegida de qualquer barulho que prejudicasse o seu desenvolvimento.
Nos anos 70, obstetras colocaram microfones no interior do corpo de gestantes e concluíram que os sons chegavam, sim, até lá dentro, mas que os barulhos internos da mulher eram tão fortes que pareciam abafar qualquer ruído externo, a não ser que o volume fosse muito alto. Hoje se sabe que o inquilino do útero fica bem mais protegido dos ruídos internos do que se imaginava (na verdade, os resultados anteriores tinham sido obtidos com microfones de má qualidade) e se encontra mais exposto aos sons que vêm de fora.

Conversas de carinho
Nos últimos anos, surgiram experiências com hidrofones (microfones que funcionam em meios líquidos). A conclusão foi de que as conversas de fora podem, sim, ser ouvidas, mas atenuadas pela gordura e pelos tecidos da mãe – um grito lá fora soa como um lamento em voz baixa. Os resultados apontaram outra novidade: vozes graves, como a masculina, chegam mais fortes que sons agudos, como a voz feminina.
“Quem sabe, não é um recurso da natureza para habituar a criança também à voz do pai?”, se pergunta Berenstein. “A maioria dos homens não sabe o que fazer durante a gravidez e, com medo de parecerem desajeitados ou ridículos, evitam conversar com o filho em gestação”, constata o obstetra. Ele costuma aconselhar seus pacientes a falar constantemente com o futuro filho, demonstrando carinho. É claro que ele não vai entender o sentido das palavras, mas, assim como um pequerrucho qualquer, percebe e se incomoda quando os pais estão bravos ou tristes e gosta de ser tratado com afeto.
A voz da mãe chega com relativa clareza até os ouvidos do filho. “Ele se habitua a ela”, diz a psicóloga Iaconeli. “Por isso, mesmo um recém-nascido reconhece a fala materna e se acalma com ela, o que prova que a relação foi construída durante a gestação.”

Massagem precoce
Outro sentido bem desenvolvido aos quatro meses é o tato.
“É importante massagear a barriga, tocá-la sempre, fazer o feto sentir que recebe atenção”, explica Berenstein. “Na década passada, achava-se que os bebês de proveta eram mais inteligentes”, conta. “Depois descobrimos o que causava essa impressão: como a gestação deles é assistida mais de perto por motivos médicos, recebem mais estímulos e se desenvolvem melhor.”
O ideal é que toda gestação mereça o mesmo cuidado. O psicólogo francês Jean-Pierre Lecanuet, um dos maiores especialistas mundiais nos sentidos do feto, admitiu à SUPER que “muitas das coisas que estamos descobrindo agora são uma simples confirmação daquilo que alguns pais sempre souberam”. Ou seja, que seus filhos precisam de carinho antes mesmo de vir à luz.

Pré-escola dentro do úteroNos últimos três meses de gravidez, o bebê já percebe muito do que acontece ao seu redor. Alguns pesquisadores acham que ele até começa a apreciar música e a se acostumar com a linguagem.

Quando o bebê chega aos seis meses de gestação, tem boa parte dos sentidos de um adulto. O sistema auditivo está completo, ele já percebe diferenças de claridade, tem tato no corpo inteiro, além de paladar e olfato. Por isso, alguns acontecimentos traumáticos nessa fase podem ficar em sua memória inconsciente. “No final da gestação, o feto é mais esperto do que o recém-nascido”, diz Vera Iaconeli.
É que, boiando no líquido amniótico, ele consegue se mover com mais facilidade do que depois de nascer, quando seus membros lhe parecem pesados demais.

Prazer e aversão“Nessa fase, o bebê suga, chupa o dedo, mexe as pálpebras, soluça, brinca com o cordão umbilical”, enumera Maria Valeriana, da Unicamp. “Às vezes, ele também chora.” Os modernos aparelhos de ultra-som descobriram que, além de tudo isso, ele começa a sorrir quando algo o agrada e demonstra claramente quando sente aversão. Se a mãe come um quitute diferente, com um toque muito amargo, o líquido amniótico fica amargo também e a fisionomia do feto deixa claro que ele não gostou nada da receita exótica.
O ultra-som também revelou, pelo movimento ocular, que o feto sonha. “Ele passa 16 horas por dia dormindo e sonha durante 65% desse tempo”, diz o neurologista Rubens Reimão, especialista em distúrbios do sono. Não se sabe bem com o que ele sonha. Provavelmente, repassa o que passou durante as breves vigílias. “O final da gestação é a época em que se estabelece a maior quantidade de sinapses, as transmissões entre um neurônio e outro”, prossegue Reimão. “E, para que elas se formem, é preciso estímulo. O sonho é um momento de atividade intensa do cérebro, que favorece a criação das sinapses.” É uma etapa fundamental para a inteligência – quanto mais estímulos, melhor.

Ensino aceleradoQuer dizer então que o feto cursa uma espécie de pré-escola na barriga da mãe? Em termos, sim. “Já foi mostrado que o recém-nascido prefere e se acalma com músicas que ouviu durante a gestação”, diz Berenstein. “Acredito que a sensibilidade musical possa começar a se formar dentro do útero.”
Há histórias impressionantes, como a do maestro canadense Boris Brott, que, quando criança, estranhava a facilidade com que aprendia trechos de algumas obras. Comentou isso com a mãe, que era violoncelista, e ela lhe disse que esses trechos eram exatamente aqueles que ela tocava enquanto estava grávida e não voltou a executar depois. Também é possível que a habilidade lingüística comece a ser adquirida na fase final da gestação. As mães que conversam com o feto estariam habituando-o ao ritmo e à musicalidade da língua. “Há relatos de crianças que passaram a gravidez em um país estrangeiro, onde a mãe falava outro idioma, e depois tinham dificuldade em aprender a língua pátria”, conta Maria Valeriana.
Ainda não se sabe o quanto se pode aprender no útero. Mas não há dúvida de que, ao sair da sua salinha escura depois de nove meses, você já nasceu sabendo ser o que é. Ao menos um pouco.

Aos dois mesesO feto percebe o mundo fora do útero.

Os nervos começam a chegar aos pés, mãos e genitais. O bebê vai ter as primeiras sensações táteis e começa a sentir o contato com a mãe.

Há neurônios, mas muitos estão isolados uns dos outros. O bebê não ouve nem vê, mas já sofre com a ansiedade materna.

Aos quatro mesesO cérebro começa a decifrar os sentidos.
Boa parte das células nervosas já está formada e transmite impulsos nervosos, como os produzidos pelo tato e pela audição.

Já há nervos em quase toda a pele. O feto já sente prazer com a massagem de carinho que a mãe faz na própria barriga.

Aos seis mesesQuase todos os sentidos funcionam.

O bebê tem receptores táteis em toda a pele e em grande quantidade. Já chora e quase sorri.

O cérebro recebe impulsos nervosos vindos de todas as partes do corpo, transmitindo todos os tipos de sensações.

Os primeiros estímulos visuais permitem que o feto distinga claro e escuro.

O bebê já sente o gosto e o cheiro do líquido amniótico que o envolve.

A audição está totalmente pronta e as vozes lá fora vão habituá-lo à língua.
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Alimentação na gravidez I

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A gestação é um período mágico e de muita transição. A natureza modifica o corpo e a mente para transformar a mulher em mãe. Isso não é um processo fácil. Após 7 a 10 dias da fecundação o sangue da mãe começa alimentar o filho. E aí vem a grande responsabilidade da gestação, a alimentação. Este é o assunto que eu mais gosto de falar e acompanhar. É o momento de deixar de lado o que gosta de comer para colocar em prática o que é necessário comer. É importante que você, futura mãe, entenda a importância da alimentação nesse período.

O primeiro trimestre é de extrema importância para a formação do bebê. É uma fase de intensa divisão celular. O estado nutricional da mãe antes da gestação é essencial para garantir nutrientes necessários para que essa divisão celular aconteça de maneira adequada. Ou seja, o cuidado com a alimentação tem que começar antes da própria gestação. Uma alimentação saudável e equilibrada antes da gestação é que garantirá o desenvolvimento adequado do feto.No segundo e terceiro trimestre da gestação, o ganho de peso adequado no período gestacional, a ingestão adequada de nutrientes, o controle do fator emocional e o estilo de vida serão determinantes para o desenvolvimento e crescimento normal do feto.

Existem alguns mitos na alimentação das gestantes. Um mito muito forte e ainda presente é a certeza de que a gestante precisa comer por dois. Será que precisa? Não, não tem necessidade de comer por dois e sim consumir nutrientes por dois. Essa idéia de que gestante com cara de “bolacha” e barriga gigante é saudável está totalmente inadequada. O ganho de peso excessivo na gestação está relacionado com o nascimento de bebês muito grandes, diabetes gestacional, aumento da pressão arterial durante a gestação/parto e em alguns casos necessidade de parto cirúrgicos. Isso é saudável? Por isso, sogra e mãe das futuras mamães, calma com a crença da canjica, cerveja preta, canja entre outras.

Mas o que muda na alimentação?No primeiro trimestre não é necessário aumento calórico e sim seguir uma alimentação saudável e rígida. Para garantir os nutrientes necessários nessa fase é necessário respeitar religiosamente os horários das refeições. Cada refeição tem a sua importância em nutrientes. Segue um exemplo de qualidade alimentar, lembrando que as necessidades energéticas e nutricionais são diferentes para cada gestante.
- Café da manhã e lanche da tarde: é necessário ter uma fonte energética como o pão integral ou granola ou aveia. Uma fonte proteica do grupo dos leites e derivados como o leite, iogurte , queijos magros ou leite de soja enriquecido com cálcio e uma fruta.- Almoço e jantar: é necessário ter energia como arroz integral ou macarrão integral ou mandioca cozida ou mandioquinha. Uma fonte proteica vegetal (feijão, lentilha, soja ou grão de bico). Uma fonte proteica animal (carne vermelha, frango, peixe ou ovo). Legumes, vegetais cozido e saladas em torno de 2 a 3 pires por refeição.- Ceia: depende muito da necessidade de cada gestante. Leite e derivados são boas opções.
No segundo e terceiro trimestre é necessário manter rigidez na qualidade alimentar e aumentar as necessidades energéticas, que é individual dependedo de cada gestante, mas esse aumento energético costuma ser em torno de 300 Kcal a mais por dia. Essa energia a mais deve ser introduzida de maneira fracionada para prevenir o aumento de peso e desenvolvimento de doenças como a Diabetes Gestacional. Quando falamos em número, parece que 300 Kcal a mais é muita coisa. Mas atingimos isso rapidinho. Ex: 1 fatia média de bolo de chocolate recheado tem 317 Kcal, 1 pacote de 50 g de bolachas Waffer tem em torno de 248 Kcal e 1 fatia de panetone tem 283 Kcal.

Algumas dicas importantes:
- Em toda a gestação é necessário ter preocupação de consumir os minerais ferro e cálcio na quantidade adequada. As fontes de ferro bem absorvidas e aproveitada pelo organismo são as fontes animais como a carne vermelha. As fontes de ferro vegetal como grãos e vegetais verdes-escuros precisam da vitamina C para serem bem absorvidos. Então sempre tenha uma fruta cítrica junto do almoço e jantar como por exemplo a laranla e o Kiwi. Fontes de cálcio são os leites e derivados, vegetais verdes-escuros, tofú. Mas não deve-se consumir leite e derivados junto do almoço e jantar porque atrapalha a absorção do ferro. Portanto, leite e derivados são bem vindos no café da manhã, lanche da tarde e ceia.
- Consuma 5 pires de vegetais coloridos por dia. Cada cor de vegetal representa um nutriente específico e todos são essenciais na gestação.
- Ingira 3 a 5 porções de frutas por dia fracionadas. Ou seja, uma fruta por refeição.
- Consuma grãos todos os dias. Esse grupo é composto por lentilha, feijão, grão de bico, soja, ervilha. Lembre-se que temos vários tipos de feijão. Assim não tem como enjoar. Use a criatividade! Um dia faça uma salada de grão de bico, no outro dia salada de feijão branco, lentilha cozida, feijão carioca cozido, etc. Lembre-se que não deve-se colocar bacon ou linguiça no preparo desses alimentos.
- Prefira os carboidratos integrais como arroz integral, macarrão integral, aveia, granola, pão integral, biscoito integral.
- Escolha carnes magras como o peito de frango ou carne vermelha de segunda qualidade ou ovo preparado sem adição de óleo.
- Não esqueça de hidratar o seu corpo! Segue a recomendação de 2 litros por dia.
- Evite embutidos, frios, frituras e doces.
Agora, você gestante, não deixe de agendar sua consulta com um Nutricionista. Esse profisisonal irá acompanhar a curva de crescimento do seu bebê e irá orientá-la em relação a alimentação específica para cada mês da gestação. Além disso, você será orientada em relação à amamentação.
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Quando fazer a primeira ultrassom?

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O dia chegou. Marquei a Ultra as 17:45 com uma medica (Dra . Claúdia), quando foi 17:00 liga a secretaria desmarcando pois a Doutora tinha um parto pra fazer, pensei 'não é possivel que esperei esse tanto por nada', mas por fim ela perguntou se podia ser com o Dr. ´Luiz Humberto...hummmm deu na mesma pois meu esposo é anti-medico, tem um ciumezinho!!!! Mas tava com tanta curiosidade pra fazer logo esse exame que aceitei fazer com o medico, e graças a Deus que foi com ele. O médico era super experiente, brincalhão, quebrou o gelo com meu esposo, inclusive os dois ficaram amigos.
Foi uma emoção sem tamanho poder vê e ouvir o coraçãozinho do meu neném. Nem imaginava que um ser tão pequeno (9 mm) poderia já ter um coração e ainda bater mais rapido que o meu. O melhor de tudo é saber que está tudo bem, tudo normal. Deus realmente é perfeito.

Bom existem muitas dúvida quanto ao momento certo para fazer essa primeira ultrassom: fui pesquisar e descobri.

O que pode ser visualizado no exame no primeiro trimestre?
A única boa razão para fazer um ultrasson antes de seis semanas é par descartar uma gravidez ectópica. Se você tem sintomas de uma gestação ectópica, como dores fortes em um só lado do abdomem, um diagnóstico bem cedo é vital. Um ultrassom pode ajudar os médicos a diagnosticar se a gravidez é dentro ou fora do útero. Fora isso, há muito pouco que pode ser visto nesse estágio tão recente. Se você quer uma ultra só pra garantir que tem uma gravidez saudável, tente ser paciente e esperar mais um pouco!
Com cinco semanas (três semanas após a concepção)
O médico poderá ver um pequeno saco gestacional, que parece um buraco preto, porque é cheio de fluído. Ele poderá não ver mais nada, e provavelmente vai te pedir um novo exame em uma ou duas semanas. O diâmetro do saco gestacional é usado para calcular suas datas até que o embrião seja visto.
Com seis semanas (quatro semanas após a concepção)
A vesícula vitelina (que é anexada ao embrião e contém nutrientes que o alimentam enquanto está se desenvolvendo) pode ser vista como um pequeno círculo branco dentro do saco gestacional, e pode-se ver os batimentos cardíacos em cerca de 50% das gestações. Isso quer dizer, obviamente, que os outros 50% não poderão ver os batimentos. Você pode até ficar preocupada se isso acontecer, mas na verdade isso é normal nesse estágio.
Com sete semanas
Um pequeno embrião, com batimentos, pode ser visto geralmente.Com oito semanasO embrião em desenvolvimento mede entre 1 e 2 centímetros e agora pode ser mais facilmente visto na ultrassonografia. Ele vai crescer muito rapidamente, duplicando de tamanho a cada duas semanas.
Com 10 semanas, ele mede 3 cm.
Com 12 semanas, ele mede entre 5 e 6 cm.
Com 13 semanas, ele mede 7 cm.Seu bebê é medido da cabeça ao bumbum – isto é chamado de distância céfalo-coccígea (Crown Rump Length – CRL). O CRL é bem definido no primeiro trimestre, mas depois de 13 semanas, o bebê pode se curvar e esticar, então a medida não é tão confiável. A largura da cabeça (diâmetro biparietal) passa a ser a melhor forma de medir o bebê.
O que mais pode ser visto no primeiro trimestre?
Algumas grandes anormalidades podem ser vistas com 12 semanas, mas é recomendado que seja feito um exame mais detalhado com 20 semanas.A translucência nucal é medida entre 11 e 14 semanas para estimar o risco de Síndrome de Down e outras anormalidades cromossômicas.
E se tiver algo errado?
A maioria das gestações são bem sucedidas e se quando você faz uma ultra, há dúvidas quanto aos resultados, você provavelmente vai ver que tudo está bem quando você voltar e fizer um segundo exame. A espera de uma ou duas semanas vai ser provavelmente um longo tempo e você naturalmente estará preocupada nesse período.Apesar disso, infelizmente abortos são muito comuns e pode ser que num segundo ultrassom as notícias não sejam tão boas. Se você sente dor ou tem sangramento, você pode estar parcialmente preparada, mas ainda assim será um período conturbado para você.Se você não teve nenhum sangramento, a notícia pode ser totalmente inesperada, principalmente porque você poderá ainda sentir-se grávida porque ainda haverá hormônios no seu organismo. Pode ser muito doloroso aceitar o que você estará ouvindo.
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OS MEUS SINTOMAS DE GRAVIDEZ

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Bom, antes de engravidar ficava correndo atrás dos site de gravidas, querendo saber nos minimos detalhes sobre os sintomas, e todo mês ficava analizando cada pequeno sintoma pra saber se estaria gravida ou não.
Quando aconteceu... por incrivel que pareça senti que estava gravida logo depois que 'treinei'. Veio aquele pensamento...dessa vez eu engravidei, e no decorrer do mês não senti praticamente nada, apenas umas fisgadas e pequenas colicas e umas pontadas nos seios, mas nada de seio dolorido ou sensivel, ou enjoo, ou qualquer coisa que me lembrasse está gravida. Há senti também mais vontade de fazer xixi, mas isso não serve de base pra mim, pois no meu normal urino muiiiito.
Os dias foram passando e finalmente veio o atraso...nesse periodo eu ia no banheiro praticamente de 5 em 5 minutos pra vê se a menstruação estava chegando e sempre encontrava a coisa mais limpa. Enfim, praticamente não tive sintomas que identificasse a gravidez antes do atraso. Na verdade só agora sinto que estou gravida já com 6 semanas.
E é engraçado que antes de engravidar sempre tive muito problema de estômago, ficava enjoada a toa, e imaginava que quando engravidasse fosse enjoar muito, mas ledo engano, sinto muiiiita fome e raramente sinto enjoo.
Resumindo os 'sintomas' que tive antes do atraso menstrual foram:
1-Fisgadas iguais as que sentimos quando estamos ovulando;
2-Pequenas colicas não constantes diferente das que sentimos no periodo menstrual;
3-Pontada nos seios, mas nada de inchar ou está sensível;
4-Fome igual quando estamos para menstruar;
5-Vontade de urinar com mais frequência;
6-Uma incrivel certeza que realmente estava grávida....que imagino que seja intuição de mãe.Nunca tinha sentido.
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O POSITIVO

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Bom, cheguei no trabalho e contei pra TODO MUNDO, inclusive pra minha chefe...detalhe nem tinha feito o beta, cá pra nós, tava num medo de dá negativo!!!! Mas as vezes não dá conta de esconder uma novidade!!!!RSrsrs
Quando peguei o resultado ....a quantidade tava muito além do valor de referência, estava super, hiper, muito grávida.Ufa.... A minha quantidade foi 2.000 e a referência é acima de 50 já é considerado positivo.

Mais do que rapidamente tratei de marcar com a Ginecologista para o dia seguinte.
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FUI PROMOVIDA DE TREINANTE A GRÁVIDA!!!!!

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21/04/2010:



Feriado...não tava fazendo nada resolvemos fazer um teste de gravidez. Estava com 4 dias de atrazo (segundo as minha contas), mas na verdade minha mostra estava irregular, não sabia se contava 31, 30 ou 28. Contei 28 dias. Fiquei tão nervosa, que a mão chegou a tremer, não demorou 1 minuto e já apareceu a segunda listinha rosa...mas ainda fiquei na dúvida, pois nunca tinha feito um teste de gravidez...engraçado que só eu tinha dúvida, todo mundo já tinha certeza.

Foi uma festa!!!!!
Eu ainda não tava acreditando, será mesmo!!!! Amanhã faço o Beta....
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Histerossalpingografia

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O que é o exame:
A histerossalpingografia nada mais é do que um raio-x contrastado da cavidade uterina e de suas tubas. Ele é realizado em série, com a injeção de um líquido (contraste iodado) através do orifício do colo do útero, com o auxílio de um catéter (sonda) fino. É um dos exames mais antigos existentes na rotina da investigação do casal infértil, sendo utilizado há praticamente um século. Apesar de tão antigo, ainda é o melhor para avaliar a anatomia das tubas uterinas, não existindo outro exame que possa nos dar a mesma qualidade de informação sobre esta estrutura.
A histerossalpingografia tem como principal objetivo avaliar a morfologia das tubas uterinas e, através desta análise, inferir sobre sua função reprodutiva. Pode também oferecer dados sobre a anatomia uterina, como a presença de mal-formações Müllerianas (útero bicorno, unicorno, septado etc), presença de pólipos ou miomas e sinéquias uterinas.
O resultado do exame é um verdadeiro divisor de águas entre os tratamentos. Se estiver normal, os tratamentos podem ser de menor complexidade ("in vivo"), mas caso tenha alterações, devemos partir para os procedimentos mais complexos ("in vitro").
Medos e anseios:
É muito comum pacientes que tem verdadeiro terror ao ouvir falar neste exame. Quantas e quantas vezes ouvi-se a frase: "faço qualquer coisa, mas não me peça para repetir este exame!". De certa forma, não posso deixar de tirar a razão das pacientes. A histerossalpingografia quando não é bem indicada e bem realizada, é extremamente dolorosa e desconfortável. Assim, é obrigação do médico que solicita o exame explicar à paciente como ele é feito e para que está sendo solicitado. Vale ressaltar que quando o exame é feito seguindo rigorosos critérios e por médicos experientes e com bons equipamentos, não há queixa de dor.
Cuidados ao realizar o exame:
*A histerossalpingografia deve ser realizada em uma fase específica do ciclo menstrual, previamente à ovulação e logo após o término da menstruação, ou seja, algo como entre os dias 6 e 12 do ciclo menstrual.
*Deve ser feita uma limpeza do intestino previamente, que pode ser obtida com o auxílio de laxantes no dia anterior ao da realização do exame. Isso serve para retirar os gases e fezes da região pélvica, visando melhorar a qualidade das imagens e a sua interpretação. Atenção: Não faça uso destes medicamentos sem que o médico tenha recomendado!
*Podem ser utilizados anti-inflamatórios ou anti-espasmódicos 30 minutos antes de realizar o exame, para prevenir a ocorrência de dores durante sua realização.
*É muito importante que o médico examinador seja especializado na realização deste exame.
*Um bom laboratório ou clínica também ser preferido, pois se existir um aparelho chamado de radioscópio, o exame é muito mais facilmente realizado e com melhor qualidade das imagens.
*Não deve ser utilizada uma pinça para pinçar o colo do útero, chamada de Pozzie. Esta pinça causa dor e contração muscular, fechando a saída das tubas e confundindo quem analisa os resultados.
*Da mesma forma, o contraste deve ser aquecido, para evitar a contração uterina.
*O catéter a ser inserido no colo do útero deve ser flexível e bem fino
Seguindo estes cuidados, raramente há queixa de dor e o exame terá uma ótima qualidade, facilitando a interpretação do médico.
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Gravidez psicológica

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A gravidez psicológica pode surgir quando uma mulher, depois de várias tentativas fracassadas, não consegue ser mãe. O desejo leva a que a passe os dias interiorizando as experiências de amigas e conhecidas que tiveram bebés há pouco tempo ou que estão grávidas.
Esta mulher, desesperada e transtornada, tenta conhecer até ao mais ínfimo pormenor as sensações alheias. Vivencia todas essas experiências e somatiza-as. O seu dia-a-dia transforma-se e o seu comportamento psicológico fica alterado. Lê tudo o que encontra sobre a concepção, a gravidez e o parto. Compra livros, revistas, vê todos os filmes sobre o tema....
As características principais destes transtornos de somatização, fazem com que se criem sintomas mentais associados a orgânicos, tomando estes uma expressão real. Sintomas de origem somática que se vão desenvolvendo lentamente e que durante meses podem levá-la a acreditar numa gravidez.

A Pseudociese
A gravidez assim somatizada - falsa gravidez - vai decorrendo para ela, aparentemente, como uma gestação normal. A sua forma de agir é como se estivesse grávida e à espera de um filho.Fala das suas náuseas matinais e de como a afectam diariamente e, na realidade, ela sente-as como qualquer outra mulher verdadeiramente grávida; comenta o seu aumento de peso, pois geralmente engorda; da sua fadiga…
Veste-se como uma futura mãe, compra o enxoval do seu bebé e com uma ternura doentia começa logo nos “primeiros meses” a montar o quartinho para o bebé imaginário.Ilude a família, os amigos e auto convence-se de que os médicos que não detectaram a sua gravidez, são verdadeiros inimigos.
As suas alterações de humor, associadas a uma ansiedade generalizada provocada pela própria doença podem fazer supor as alterações de humor provocadas pelas alterações hormonais durante a gravidez. O desenvolvimento de uma falsa gravidez (pseudociese) inclui transtornos e sinais objectivos de uma gravidez real. Uma mulher psicologicamente transtornada pode sentir amenorreia ou diminuição do fluxo menstrual. náuseas, aumento abdominal... Estas mulheres, vítimas desta somatização, abandonam geralmente as suas consultas de rotina após a consulta a vários médicos e após a realização de vários exames de diagnóstico que sucessivamente não detectam a gravidez.

Parar a tempo
A gravidez psicológica, se não detectada precocemente, pode levar a mulher a manter a sua pseudo gravidez até ao momento do parto. Existem casos - embora raros - em que na data que a mulher concebeu como terminus da gravidez, sente as dores e se prepara para o parto.
Para esta “gravidez psicológica” o acompanhamento de um psicólogo clínico é imprescindível pois, será unicamente ele que norteará os aspectos de somatização, possibilitando assim a reorganização das estruturas psíquicas e ajudando na reestruturação das suas alterações físicas.
Esta situação pode tornar-se ainda mais grave, do ponto de vista da psicopatologia, podendo levar por exemplo ao rapto de um bebé recém-nascido, afirmando sempre que é o seu bebé, originando problemas jurídicos de difícil resolução.

Apoio e carinho
A gravidez psicológica pode afectar qualquer mulher. Todavia a maioria dos casos conhecidos foi detectado em mulheres em final do período fértil, após várias tentativas para terem um filho. Outras, não só pelo desejo e ansiedade de serem mães como pela pressão familiar que sentiram ao longo dos anos. Estas mulheres necessitam de todo o carinho e apoio familiar. Para além disso, a família, em especial o companheiro, deve estar atento, acompanhar a mulher ao médico e a todas as consultas para que a mulher não mantenha imaginariamente uma gravidez após um resultado e avaliação negativa da gestação. Se não vigiada esta mulher manterá a sua imaginária gravidez com todos os danos psicológicos que esta pode acarretar.
Há que demonstrar à mulher que há sempre uma última solução para ter um filho. A adoção está no fim da linha mas pode ser a solução para os casais em que os tratamentos de infertilidade não são solução. Para além disso, um casal para ser feliz não necessita de ter descendência e o companheiro terá de ser o primeiro a demonstrá-lo com muita compreensão e amor.
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Menu da fertilidade

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Se quer engravidar
• Evite as gorduras trans, presentes nas margarinas, fritos de pacote, doces industrializados, produtos processados (como as bolachas) e fast-food;
• Aumente o consumo de proteína vegetal (feijão, avelãs) e diminua a ingestão de proteína animal (carne vermelha);
• Prefira os cereais integrais;
• Beba um copo de leite gordo (substituível por qualquer outro produto lácteo, incluindo gelado) por dia;
• Evite os refrigerantes.

Nutrientes indispensáveis para fazer bebés
AMINOÁCIDOS-Necessários para a produção de óvulos. Presentes nos alimentos proteicos.
VITAMINA A-Importante antioxidante que protege as células da acção dos radicais livres. Essencial para produzir hormonas femininas. Encontra-se nos ovos, frutas, legumes amarelos, leite gordo e produtos lácteos, legumes de folha verde-escura e peixe gordo.
VITAMINAS B-Essenciais à produção e equilíbrio das hormonas sexuais. Destaque para a importância da vitamina B6 – presente no melaço, levedura de cerveja, cereais integrais, nozes, arroz castanho, gema de ovo, peixe, aves, leguminosas e sementes -, fundamental para a formação das hormonas femininas e para o funcionamento adequado do estrogénio e da progesterona. Importantes são também a vitamina B12 (existente apenas nos alimentos de origem animal, como o borrego, as sardinhas e o salmão) e o folato (ácido fólico), associado à prevenção de defeitos do tubo neural no embrião.
VITAMINA C-Eficaz na protecção das lesões celulares. Os citrinos, as cerejas, os rebentos de alfafa, o melão, os bróculos, as ervilhas, as batatas e os espinafres são boas fontes deste nutriente.
VITAMINA E-Considerada a ‘vitamina da fertilidade’. Em associação com a vitamina C pode melhorar a ovulação. Presente no azeite, gérmen de trigo, vísceras, melaço, ovos, batata-doce, legumes de folha, cereais integrais e abacate.
FERRO-Nutriente essencial à fertilidade. Pode ser encontrado nas carnes magras, nos ovos, no peixe, nas aves, nas cerejas, na couve, nas sardinhas e nas sementes de abóbora e girassol. Cuidado que o café, o chá e o tabaco inibem a absorção de ferro.
MAGNÉSIO-A deficiência de magnésio provoca alterações ao nível do metabolismo celular. O peixe, a carne e o leite não contêm este mineral. É, por isso, importante consumir leguminosas, centeio, arroz castanho, bananas, figos, marisco e cereais integrais.
SELÉNIO-Mineral que pode ser encontrado no atum, no arenque, no gérmen de trigo e nas sementes de sésamo. A sua deficiência está associada à infertilidade feminina e a um risco aumentado de aborto.
MANGANÉSIO-Alguns estudos avançam a hipótese de a falta de manganésio poder levar a uma ovulação deficiente. Os alimentos ricos neste nutriente incluem legumes de folha verde, cenouras, gengibre, ananás, ovos, aveia e centeio. Pelo facto de competirem entre si pela absorção, fontes de manganésio e de ferro não devem ser ingeridas em conjunto.
ZINCO-Necessário para produzir óvulos de qualidade e manter o ciclo menstrual. Atenção que o ácido fólico e o ferro inibem a sua absorção. O consumo elevado de álcool e o uso rotineiro da pílula contribuem para um baixo nível de zinco no organismo. As carnes magras, o peixe, o marisco, a galinha, a salsa e os cogumelos são boas fontes deste mineral.
COENZIMA Q10-Importante para a produção de energia e melhoria do fluxo sanguíneo. Não é fácil obter, através da alimentação, quantidades suficientes deste nutriente, daí que ele deva ser consumido sob a forma de suplemento alimentar.
ÁCIDOS GORDOS ESSENCIAIS (AGE)-Actuam como reguladores hormonais. As sementes de linhaça, os peixes gordos, as nozes e os legumes de folha verde são ricos em ómega-3. O atum é a fonte mais rica, mas existe o risco de contaminação de mercúrio, pelo que as mulheres que estão a tentar engravidar não são aconselhadas a comer mais de duas doses semanais deste peixe. Por esta razão, há quem defenda que os AGE devam ser tomados sob a forma de suplementos alimentares, produtos facilmente testáveis e controláveis.
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PLÁSTICO X INFERTILIDADE

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Você sabia?
Que copos descartáveis liberam substância nociva ao homem quando aquecidos? Que o café causa estresse e aumenta a pressão arterial, muita gente já sabe, mas o hábito de tomar cafezinhos durante o expediente esconde um outro mal: aquecido, o plástico dos copinhos descartáveis libera uma substância química semelhante ao hormônio feminino, o xenoestrogênio. Ao entrar no organismo junto com a bebida, o xenoestrogênio ocupa os receptores desse hormônio, aumentando a chance de as mulheres terem câncer de mama ou útero. Já os homens ficam mais predispostos ao câncer de próstata, à infertilidade e à diminuição do número de espermatozóides.
"Estamos o tempo todo expostos ao xenoestrongênio, que é liberado por todos os derivados de petróleo. Por isso, devemos evitar os copos plásticos para o café", alerta a médica ortomolecular Tâmara Mazaracki. Usar vasilhas plásticas no microondas é contra-indicado. O copinho descartável não é o único material a liberar o xenoestrogênio, mas torna-se uma das principais fontes, na medida em que o cafezinho costuma ser ingerido várias vezes ao dia. "As vasilhas plásticas que são levadas ao microondas e qualquer material que contenha derivados de petróleo, ao serem aquecidos, também liberam xenoestrogênios", adverte a Dra. Tâmara.
Ela diz que ambientes novos, com carpete e pisos colados também são grandes emissores de xenoestrogênios. "As pessoas vão se envenenando aos poucos. Devemos mudar nossos hábitos, tomando café em xícara de louça ou vidro. O mesmo vale quando usarmos o microondas".
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Os primeiros custos que englobam a maternidade

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O desejo de ser mãe contamina os sentimentos da mulher, a crise econômica e a instabilidade financeira não são motivos para abolir este sentimento.
Nos tempos de hoje, torna-se necessário planejar os custos relacionados à maternidade, pesquise os valores com antecedência e monte o seu orçamento mensal.

Planejando a Gravidez:Consulta médica
Exames clínicos / laboratoriais solicitados pelo obstetra
Pagamento de convênio médico (opcional)

Os Períodos de Gestação:
Consultas médicas
Exames clínicos / laboratoriais solicitados pelo médico
Pagamento de convênio médico (opcional)
Medicamentos - vitaminas, etc.
Vestuário da gestante
Lingerie da gestante
Meia calça elástica para gestante (opcional)
Cosméticos para gestante (opcional)
Massagem para gestante (opcional)
Ginástica para gestante (opcional)
Livros de orientação (opcional)
Curso de Gestante / Pais (opcional)
Parto: equipe médica e internação – alguns convênios médicos cobrem este custo.

Para a mamãe:Enxoval da maternidade: camisola, pijama, soutien de amamentação, cinta (opcional), calcinha, protetor para seio (opcional), concha para seio (opcional)
Medicamentos pós-parto
Livros de orientação (opcional)
Consultas médicas
Exames clínicos / laboratoriais solicitados pelo médico
Pagamento de convênio médico (opcional)

Para o bebê:Contratação de babá (opcional): salário / indenização, vale transporte e alimentação.
Treinamento de Capacitação de Babás (opcional)
Decoração para o quarto: móveis, decoração de parede, cortina, enxoval, trocador
Foto & Vídeo Maternidade (opcional)
Armazenagem Células – tronco / Cordão Umbilical (opcional)
Enxoval de berço: protetor, cobertor, edredon, lençol, fronha, travesseiro, manta
Mosquiteiro para berço, carrinho (opcional)
Enxoval de banho: toalha, toalha fralda
Fraldas de pano
Panos de boca
Cueiro
Roupas do bebê: mijão / culote, body manga longa e curta, macacão, roupa para sair, agasalho, shorts, babador, camiseta manga longa e curta.
Manta para sair
Carrinho para bebê mais novos
Bebê conforto
Carrinho de passeio (opcional)
Cadeirão
Cadeira para carro (para bebês acima de 9 Kg)
Banheira
Babá eletrônica (opcional)
Louça do bebê: mamadeiras e bicos, copos, pratos, talheres, plásticos para armazenar comidas
Medicamentos: pomadas, vitaminas e outros
Higiene do bebê: fraldas descartáveis, shampoo, sabonete, creme dental para crianças – comestível (após aparecimento do dentes), maizena (opcional), algodão, cotonete, óleo para bebê, colônia (opcional), talco (opcional)
Chupetas (opcional)
Consultas médicas
Exames clínicos / laboratoriais solicitados pelo médico
Pagamento de convênio médico (opcional)
Vacinas
Alimentação: leite em pó e outros

Sugerimos que você monte a sua planilha mensal incluindo os diversos custos, procure aproveitar as promoções. No final das estações, as lojas costumam liquidar os produtos.
Programe os custos de acordo com a sua prioridade.
Relacione todos os produtos adquiridos, para não ocorrer duplicidade, excesso de um certo tipo de produto e falta de outro.
Lembre-se que precisará de roupas tamanhos: RN, P, M, G e GG, levando em consideração a estação (frio, calor ou meia estação) em que o bebê utilizará cada numeração.
Calcule uma verba destinada à maternidade dentro do seu orçamento familiar mensal, planeje, não compre produtos cujas aparências enganam, procure obter maiores informações sobre os produtos antes de adquiri-los, existem alguns produtos que parecem ser modernos, possuem um design arrojado, porém não têm utilidade ou possuem falhas.
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Vantagens e desvantagens de uma gravidez tardia

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Existem muitos fatores positivos para ser uma mãe “madura”. Os médicos, de um ponto de vista fisiológico, afirmam que o melhor momento, a melhor idade para ter um bebê é entre os 20 e 30 anos. Mas devido a muitas e variadas razões, as mulheres não estão querendo ou podendo seguir este conselho.
Muitas mulheres não podem optar por ter um bebê antes dos 30 anos, seja por falta de oportunidades para sua independência dos pais, ou por não encontrar o par ideal, ou ainda por não ter um trabalho estável, ou porque não está contente com seu esposo e decide separar-se. Por causa de inúmeros motivos, a mulher acaba tendo seu primeiro bebê a partir dos 30 ou 35 anos de idade, apesar dos riscos que isso possa acarretar.
O lado positivo de engravidar em idade mais avançada
Ter um filho com uma idade mais avançada tem suas vantagens. Como tudo, não se pode generalizar, mas normalmente o que pode acontecer é que, a partir dos 30 ou 35 anos:
- A mãe tenha uma melhor situação financeira;
- A mãe e/ou pai têm situação estável no trabalho;
- A mãe sabe melhor sobre o que quer;
- O filho pode ser mais desejado e querido;
- O casal pode ter uma relação mais equilibrada;
- A mãe e/o pai se sentem mais seguros para enfrentar a educação do bebê;
- ambos já superaram suas etapas de vida e sabem o que acarreta ter um bebê em casa;
- Às vezes, quando não se trata do primeiro filho, pode gerar mais tranquilidade à mãe na hora de ter e educar ao seu bebê;
- Não vêem os cuidados com o bebê como um sacrifício, e sim como uma compensação;
- A mulher mais madura não terá a sensação que tem muitas mães muito jovens, de que foi impedida de desenvolver outras fases na sua vida. De que seu bebê atrapalhou o atrasou seus sonhos de desejos.
O lado ruim de atrasar a gravidez
Mais que uma desvantagem, o melhor seria situá-los como incômodos. Não referimos aos exames e controles pelos quais devem passar as mulheres durante a gravidez como forma de detectar possíveis anomalias e outros possíveis problemas associados à idade avançada da mãe. Não se pode ignorar que os riscos de saúde, tanto na mulher como no bebê, aumentam também com a idade.
Outro ponto que gera preocupação na maternidade tardia, é que em muitas famílias o cuidado com os bebê, tenha que acumular com a tarefa de atender a uns pais mais velhos ou doentes, o que pode causar um estresse na mulher, devido ao provável sentimento de impotência e de frustração para levar a situação.
Quando se trata de um primeiro filho de uma mãe maior de 35 anos, a tendência é que se converta em filho único, ou que aconteçam gravidezes rápidas para aproveitar os anos férteis.
Mas tudo isso são somente situações e experiências. Se você tem mais de 35 anos e está esperando um bebê, deve estar consciente de que acima de qualquer problema ou dificuldade sempre predominarão as vantagens de ser uma mãe mais velha.
As chances:
Quanto mais tarde, mais difícil a gestação natural
20 anos - 25 %
30 anos - 20%
35 anos - 15%
40 anos - 5% a 7%
45 anos - abaixo de 3%


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Quais os medicamentos que podem ser ingeridos pela mulher durante a gestação?

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O senso comum já prega há muito tempo que grávida não pode tomar remédio. E não pode mesmo. O uso indiscriminado de remédios é totalmente condenado durante a gravidez. Esta proibição também inclui formulações à base de plantas, como os chazinhos curativos.
Tanto cuidado se justifica porque a exposição a certos compostos químicos pode causar danos graves ao feto, como malformações, deficiências funcionais, retardo do crescimento e até mesmo a morte. Nenhum medicamento deve ser tomado sem orientação do obstetra.
Mesmo se for prescrito por outro especialista, o médico que acompanha a gestação deve ser informado. Este cuidado deve ser maior nos três primeiros meses, quando se formam todos os órgãos do bebê. Nessa fase, remédios são desaconselhados sem indicação médica, incluindo fitoterápicos, homeopáticos, vitaminas e florais.
Algumas drogas podem ser muito nocivas durante a gravidez, como, por exemplo, os retinóides (congêneres da vitamina A), em especial a isotretinoína, indicada para quadros graves e persistentes de acne, que provoca anomalias no sistema nervoso como hidrocefalia e retardo mental, defeitos no aparelho cardiovascular e alterações no crânio, especialmente nas orelhas.
A warfarina, utilizada para o controle da pressão arterial e para o tratamento da trombose, pode causar aborto, defeitos no sistema nervoso e hemorragia cerebral. Dois princípios ativos contra convulsões são acusados de alterar a formação da coluna vertebral do nenê: a carbamazepina e o ácido valpróico, esse último também receitado para prevenir crises de enxaqueca.
Também entram na lista dos proibidos os fármacos para tratamento de câncer, que podem prejudicar o desenvolvimento do feto como um todo porque interferem na divisão celular.
Nem os naturais
Os fitoterápicos, medicamentos à base de ervas, também oferecem riscos. A cáscara sagrada, que é um laxante natural, pode causar contrações antes do tempo, com possibilidade de aborto e parto prematuro. O guaco, com o qual se faz xarope contra tosse, oferece risco de hemorragias. A hortelã, consumida na forma de chá contra gripes e resfriados, pode causar malformações, se utilizada em altas doses. Como tempero, ela é liberada. Até uma vitamina pode fazer estragos. O excesso de vitamina A é associado a malformações. Muitas gestantes necessitam de suplementação de ácido fólico, ferro e cálcio, dentre outros nutrientes. Mas nem todos os complexos vitamínicos são adequados nessa fase da vida.
Quando é imprescindível?
Em alguns casos, a medicação se torna imprescindível porque a gestante apresenta algum distúrbio que pode trazer complicações importantes para a gravidez ou mesmo que possa colocar sua vida em perigo. Nestes casos, a falta de tratamento compromete mais a gestação do que o uso do remédio em si. Hipertensão se não for controlada, a elevação da pressão arterial da mãe ocasiona retardo no crescimento intra-uterino, parto prematuro e nascimento de bebês de baixo peso.
Estudos comprovaram a segurança de algumas drogas anti-hipertensivas como certos betabloqueadores; Diabetes taxas altas de açúcar no sangue da gestante podem levar a malformações e à morte fetal. O tratamento é feito com dieta hipocalórica (orientada por uma nutricionista especializada e exercícios físicos orientados por um personal especializado em gestantes) e, muitas vezes, com o emprego da insulina; Epilesia embora as drogas para controle do distúrbio não sejam totalmente isentas de riscos, é preciso avaliar bem a relação custo/benefício.
Crises convulsivas freqüentes podem comprometer a oxigenação do bebê, por isso os remédios são mantidos; Depressão se a gestante tiver depressão leve, uma psicoterapia é suficiente para ajudá-la a recuperar o equilíbrio emocional. Mas em casos moderados e graves, talvez não seja o bastante.
Quando o risco de suicídio é grande, o antidepressivo precisa ser administrado. Mulheres com depressão crônica são mais vulneráveis à depressão pós-parto, por isso, a medicação não é interrompida; Doenças infecciosas a mais comum é a infecção urinária, que se não for bem tratada com antibióticos, pode acarretar em parto prematuro.
Existem antibióticos seguros para uso na gravidez, prescritos quando o distúrbio é diagnosticado por exames; Corrimentos vaginais a queda na imunidade que ocorre nos nove meses torna as gestantes mais predispostas a inflamações genitais.
A falta de tratamento pode levar ao parto prematuro. Alguns cremes são permitidos para uso na gravidez;
Distúrbios da tireóide o hipotireoidismo é um quadro bastante comum e requer tratamento porque a falta do hormônio da tireóide na gestação está relacionada a uma certa diminuição do QI do bebê, trazendo como conseqüências dificuldades de aprendizado na idade escolar. O excesso de hormônio (hipertireoidismo) também traz prejuízos e precisa ser tratado, pois eleva o índice de abortos no primeiro trimestre.
Como lidar com outras situações?
Enjôos fracione as refeições para não ficar muitas horas em jejum. Prefira alimentos gelados e evite comida gordurosa. Se não resolver, os ginecologistas, às vezes, prescrevem dimenidrinato isolado ou associado à vitamina B6 ou metoclopramida. Outra opção é a acupuntura, que dá bons resultados em casos de náuseas e vômitos e é permitida desde o começo da gestação;
Resfriados dores e febres são controladas com paracetamol, mediante prescrição médica. Os descongestionantes nasais estão proibidos, pois podem estreitar os vasos da placenta e comprometer o fluxo de sangue para o bebê. É melhor pingar nas narinas soro fisiológico ou fazer inalação só com o soro. Nada de drogas contra tosse, especialmente as que contêm codeína e formulações à base de guaco. Prefira mel com limão; Inchaço reduza o sal na comida, descanse com as pernas elevadas e faça exercícios físicos para ativar a circulação; Enxaqueca analgésicos mais fortes não são recomendados e os remédios para prevenir as crises também estão fora de questão.
O médico pode recomendar paracetamol e, como segunda opção, dipirona. A acupuntura também traz alívio. É conveniente que se verifique resistência à insulina (causa freqüente de enxaquecas) e se confirmada, poderá ser tratada; Insônia leite quente com mel antes de dormir pode trazer conforto.
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Cuidados na gravidez

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O seu empenho na realização dos auto cuidados que seguem garantirá uma grande parte do sucesso nessa maravilhosa jornada.

O QUE FAZER?

• Alimente-se bem!
Não coma por dois; isso só a engordará muito, o que não é saudável. Sua alimentação deverá ser equilibrada, coma de tudo, variando ao máximo os alimentos.
Evite gorduras, principalmente as de origem animal.
Faça várias refeições por dia, mas coma pouco, a cada três horas, fazendo cinco/seis refeições diárias.
Prefira alimentos naturais, legumes e verduras com o mínimo de tempero; coma de três a cinco frutas por dia e tome bastante leite e outros alimentos líquidos, de preferência água, evitando refrigerantes.
À noite, as refeições deve
rão ser mais leves e, bem antes da hora de deitar, para evitar o refluxo gástrico, que causa a sensação de queimação (azia).
Os enjôos são bastante comuns no inicio da gestação e eles se devem principalmente às intensas modificações hormonais, a que aos poucos, o organismo se adapta.
Também para controlar enjôos e azia, procure comer fracionado, isto é, pouca quantidade em várias refeições.
Observem quais são suas preferências e, na medida do possível, atenda-as, desde que não sejam absurdas. Converse com seu médico.

• Modere suas atividades físicas!

Gravidez não é doença, mas se você não for uma super atleta, calma; não exagere, não corra, não faça exercícios abdominais que comprima a barriga.Não faça exercícios aeróbios que forcem as articulações; elas ficam bastante amolecidas durante a gestação favorecendo quedas, entorses, etc. Mas não seja sedentária, procure caminhar pelo menos meia hora por dia, num ritmo agradável. É importante também a realização de exercícios de alongamento que aumentem a flexibilidade e a força de alguns músculos envolvidos no processo gestacional e no parto.

• Vista-se de acordo com a temperatura.

Procure usar roupas que não apertem, que sejam confortáveis. Os sapatos deverão ter saltos no máximo de 3 a 4 centímetros, que proporcionem estabilidade, pois o risco de queda é maior. As calcinhas deverão ser de algodão e não deverão apertar a barriga; o soutien é indispensável. A higiene é fundamental, tanto corporal, do vestuário, da alimentação e do ambiente, para não dar chances dos micróbios invadirem o organismo.

• Não fume!

As substâncias tóxicas do cigarro poderão atingir o bebê através da placenta. Não se automedique, só utilize os medicamentos que seu médico indicar.• Procure se distrair! Combata o excesso de estresse, esse grande fantasma da vida moderna. Tenha calma! Relaxe, algumas técnicas são maravilhosas para proporcionar bem-estar. Aprenda-as.

• Não tome sol sem proteção!

Principalmente entre as 10 horas e as 16 horas. Devido às ações dos hormônios, poderão surgir manchas principalmente no rosto, no peito e na barriga. Use protetor solar de fator igual ou maior do que 15.

• Cuide de sua boca!

Há maior facilidade para o aparecimento de cáries e gengivites. Portanto, escove muito bem os dentes, use adequadamente o fio dental e consulte regularmente seu dentista, pelo menos no início e no final da gestação.

• Prepare sua Mamas!

Não use cremes ou óleos no bico e na aréola (parte colorida das mamas), tome sol nos mamilos e pratique exercícios para fortalecer a musculatura que sustenta as mamas. Use sutiens que proporcionem boa sustentação.

• Mantenha dietas ricas em fibras vegetais.

Beba muito líquido para estimular seus intestinos que poderão ficar mais preguiçosos.

• Lave os genitais com sabonete neutro após evacuar ou urinar.

Utilize papel higiênico da frente para trás. Evite banhos de imersão. Há um aumento natural da secreção vaginal que não deve arder, nem coçar, possui cor clara e não tem mau cheiro. Caso surja alguma alteração, fale com seu médico.

• Mantenha a coluna reta ao andar e sentar.

Suas costas merecem especial atenção. Ao levantar, apóie-se, transferindo o peso do corpo para os braços e não para a coluna, nem para a barriga. Pratique exercícios adequados.

• Procure descansar.

Durma com os pés da cama ou com ocolchão elevados mais ou menos 20 a 30 centímetros. Se suas pernas e pés incharem, consulte seu médico sobre o uso de meias elásticas. Pratique exercícios adequados para melhorar a circulação.

• Atenção! Controle o aumento de peso, que não deverá ultrapassar 12 quilos no final da gestação.

No início, o mais comum é perder peso ou ganhar muito pouco. Esse controle precisará ser bastante intensificado a partir do quinto ou sexto mês. Cuidado! O aumento exagerado de peso poderá desencadear diabetes, pressão alta, mais dores nas costas e pernas (ciáticas), cansaço, além de aumentar complicações no parto; isto sem falar na dificuldade de voltar a ter uma bela silhueta.
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Sexo diário antes da ovulação pode aumentar chances de engravidar

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Manter relações sexuais diárias ao longo da semana que antecede a ovulação pode aumentar as chances de engravidar. É o que indica um estudo australiano liderado pelo ginecologista e obstetra David Greening e divulgado no 25º Encontro da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia. A explicação para essa possibilidade está no DNA dos espermatozoides. Ao ejacular mais vezes consecutivas, o homem armazena o esperma por menos tempo. Isso reduziria a exposição das células reprodutoras às substâncias que podem danificar seu material genético - os chamados radicais livres. Um dos resultados desse dano é a piora no funcionamento do espermatozoide, que talvez não consiga chegar ao óvulo e fecundá-lo. No estudo, foram avaliados 118 homens cujo esperma possuía acima de 15% de DNA danificado - limite para um sêmen considerado de excelente qualidade. Entre os voluntários, a média de danos no material genético dos espermatozóides foi de 34%. Após eles ejacularem por sete dias seguidos, esse número caiu para 26%. Para Renato Fraietta, urologista do setor de Reprodução Humana da Unifesp, o estudo traz um dado importante: é necessário reduzir os danos ao DNA do espermatozoide, pois isso interfere na fertilidade masculina. Doenças como varicocele e infecções de uretra, obesidade, hábito de fumar e beber, e uso de drogas causam mais danos ao DNA dos espermatozóides, uma vez que levam a um desequilíbrio na quantidade de radicais livres no organismo. Por isso, na opinião de Fraietta, o ideal em casos como esses é tratar o problema que está danificando as células reprodutoras. O especialista acredita, ainda, que a indicação da pesquisa pode até dar certo em alguns casos, mas não deve valer para todos os homens. "Se o sêmen já é de baixa qualidade, ejacular todos os dias pode até ser pior, por diminuir a contagem de espermatozóides. Em homens com esperma normal, não deve haver diferença, pois os danos ao DNA já estarão controlados", aponta Fraietta.
Frequência
O organismo masculino leva de três a quatro dias para repor totalmente o líquido seminal, conforme explica Fraietta. Por isso, um intervalo de dois a três dias entre as relações é tempo suficiente para o homem ter uma boa quantidade de sêmen e de espermatozoides. Ficar muito tempo sem ejacular pode aumentar a quantidade de células reprodutoras, mas diminui sua motilidade (capacidade de alcançar o óvulo e fecundá-lo). Por outro lado, um intervalo de tempo muito menor melhora a qualidade do sêmen, mas pode resultar em uma queda no número de espermatozoides. "Quando se trata de fertilidade, o ideal é procurar um balanço entre quantidade e qualidade", recomenda Fraietta.
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Pré-Eclampsia e Eclampsia (Importante)

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A toxemia gravídica ou doença hipertensiva específica da gravidez compreende um conjunto de problemas que só acontece durante a gravidez, depois da 20ª semana. Ela engloba desde os casos leves de hipertensão arterial e o inchaço no início da gestação até os quadro de pré-eclampsia, eclampsia e síndrome HELLP.

A paciente que com pré-eclampsia desenvolve pressão alta e passa a eliminar proteína na urina. O inchaço pode iniciar nas pernas e chegar a atingir o corpo inteiro.

Na pré-eclampsia, os vasos sanguíneos da mãe se contraem (tornam-se estreitos), diminuindo o suprimento de sangue ao feto, à placenta, aos rins, ao fígado, aos olhos, ao cérebro e a outros órgãos da mulher.

A eclampsia é uma complicação da pré-eclampsia combinada a ataques epiléticos ou coma. O problema pode afetar tanto a mãe quanto o bebê.

A pré-eclampsia e a eclampsia são as principais causas de doença e morte para mães e recém-nascidos. A pré-eclampsia acontece em aproximadamente cinco a oito por cento das mulheres grávidas. A eclampsia acontece em uma a cada 200 mulheres com pré-eclampsia, e é freqüentemente fatal se não é tratada.

Os problemas que aumentam as chances de uma mulher desenvolver toxemia gravídica incluem:
Estar na primeira gravidez
Ser diabética com problemas vasculares
Ter obesidade
Ser portadora de hipertensão arterial crônica
Ter problemas renais
Estar abaixo dos 15 ou acima dos 35 anos de idade
Ter gestações múltiplas (gêmeos, trigêmeos ou mais)
Ser da raça negra
Ser portadora de Lúpus Eritematoso ou outra doença vascular do colágeno
Ter uma história familiar de toxemia gravídica (mãe, irmã, filha, avó, tia, etc)

Quadro Clínico
Pré-eclampsia leve — A mulher com pré-eclampsia leve pode não ter nenhum sintoma, ou pode ter só um leve inchaço das mãos ou dos pés. Entretanto, muitas mulheres grávidas têm algum grau de inchaço sem que isso indique pré-eclampsia.

Pré-eclampsia Grave — Os sintomas podem incluir:

§ Dor de cabeça,
§ Alterações Visuais,
§ Náuseas, vômitos e dor abdominal, normalmente acima do umbigo,
§ Falta de ar,
§ Dor pélvica,
§ Sangramento vaginal,
§ Hematúria (presença de sangue na urina).

Eclampsia — A eclampsia causa ataques epiléticos que se caracterizam por perda de consciência (desmaios) com contrações sem controle dos braços e das pernas; com ou sem liberação de urina ou fezes.

Diagnóstico
O acompanhamento de toda a gravidez por um obstetra em consultas pré-natais é de suma importância, pois a toxemia gravídica tem seu início insidioso e na maior parte das vezes não tem sintomas no começo. O pré-natal é a melhor forma de ter a toxemia gravídica diagnosticada e tratada antes dela tornar-se grave. O obstetra, durante a consulta pré-natal, irá medir a pressão arterial e solicitará um exame de urina para ver se há perda de proteína porque os resultados alterados são os sinais mais precoces e comuns da toxemia gravídica.

Se a mulher têm antecedentes de pressão alta (hipertensão arterial) antes da gravidez o diagnóstico de toxemia pode ser mais difícil de se estabelecer. Uma a cada quatro mulheres com pressão alta desenvolve pré-eclampsia durante a gravidez.

Pré-eclampsia leve — É caracterizada pelo seguinte:

o Pressão diastólica (menor valor) igual ou menor que 100 mmHg,
o Elevação de 30 pontos no valor sistólico da pressão arterial (número superior) ou 15 pontos de elevação no diastólico (número inferior) em sua pressão sanguínea habitual, até mesmo se os valores não superarem 140 x 90 mmHg
o Inchaço ou ganho de peso de mais que um quilo em uma semana ou um ganho de peso súbito. (Inchar na área de tornozelo é considerado normal durante gravidez)
o Presença de proteína na urina, porém não superior a cinco gramas em 24 horas,
o Exame de fundo de olho mostrando a retina borrada, além de evidência de arterioloespasmo.

Pré-eclampsia Grave — Inclui:

Pressão sanguínea diastólica superior a 110 mmHg,
Dor de cabeça ou distúrbios visuais associados à pressão alta,
Proteína na urina superior a cinco gramas por um período de 24 horas,
Baixo volume urinário (oligúria) - inferior a 600 ml em 24 horas,
Dor abdominal ou pélvica,
Inchaço nos pulmões,
Sangramento vaginal,
Sinais da Síndrome "HELLP" - A síndrome HELLP acontece em aproximadamente 10 por cento das pacientes com pré-eclampsia grave e caracteriza-se pelo mal funcionamento do sistema de coagulação do fígado e do sangue. HELLP significa: Hemolysis (hemólise – destruição das células vermelhas do sangue), enzimas do fígado elevadas (Elevated Liver enzymes), e Low Platelets (baixa quantidade de plaquetas - células que ajudam o sangue a se coagular).

Eclampsia — O aparecimento de ataques epiléticos ou coma numa mulher com pré-eclampsia grave define eclampsia. Porém, tais ataques epiléticos podem também acontecer na pré-eclampsia leve. Quase 50 por cento das pacientes com eclampsia têm também a síndrome HELLP. A eclampsia pode aparecer durante o período pós-parto imediato.

Prevenção

Não há nenhum modo de se prevenir a pré-eclampsia.

Se não existem métodos eficazes de prevenção, as complicações da pré-eclampsia e da eclampsia podem ser evitadas. Isto se dá quando se reconhece no pré-natal bem conduzido, as gestantes de risco (primeira gestação, hipertensas crônicas, pré-eclampsia ou eclampsia em outra gravidez, diabéticas com problemas vasculares ou gravidez múltipla). Acredita-se que mulheres que recebem tratamento pré-natal são sete vezes menos prováveis de morrer de com a doença que mulheres que não tomaram este cuidado durante a gravidez. O acompanhamento pré-natal é crucial na prevenção das complicações e mortes de mães e fetos.

Tratamento
O parto é a única forma de tratar a pré-eclampsia e a eclampsia de forma definitiva. O ideal é que se retarde o parto até o feto estar suficientemente desenvolvido para nascer com segurança.

As medidas que envolvem o tratamento incluem:

Pré-Eclampsia Leve
o Retardar o parto até que o bebê esteja maduro o bastante;
o Repouso da mãe na cama com o corpo voltado para o lado esquerdo a maior parte do tempo;
o Controle diário da pressão sanguínea, se possível mais de uma vez ao dia;
o Controle do peso diariamente (valorizar o ganho de peso de 1 Kg por semana como piora);
o Não fazer uso de diuréticos;
o Não tomar remédios para a pressão a menos que a paciente tenha pressão arterial crônica ou que o repouso não diminua os níveis de pressão;
o Dosagem das proteínas na urina a cada três dias;
o Dosar as enzimas hepáticas e a coagulação do sangue pelo menos uma vez por semana;
o Avaliar o crescimento ponderal e a vitalidade do feto semanalmente;
o Hospitalização para tratamento adequado e monitoramento, quando necessário.

Pré-eclampsia Grave
o Induzir o parto assim que for possível (a saúde e o bem-estar da mãe voltarão ao normal assim que o bebê nascer);
o Medicamentos anti-hipertensivos de ação rápida como a Hidralazina (endovenosa) ou Nifedipina (sub-lingual);
o Hospitalização de todas as pacientes com pré-eclampsia grave;
o Uso de anticonvulsivante (Sulfato de magnésio) para diminuir o risco de ataques epiléticos (crises convulsivas);
o Controle da pressão sanguínea com medicamentos até o parto.

Eclampsia
o Controle dos ataques epiléticos com sulfato de magnésio intravenoso;
o Anticonvulsivantes como os Benzodiazepínicos e a Fenil-hidantoína (Hidantal) também podem ser usados;
o Medicamentos hipotensores como a hidralazina e a nifedipina poderão ser usados para corrigir a hipertensão arterial;
o Indução do parto tão logo os ataques epiléticos forem controlados e a pressão sanguínea da mãe se estabilize;
o Antibióticos podem ser recomendados pelo risco de infecção pulmonar e pela possibilidade da paciente ficar inconsciente e respirando por aparelho por longos períodos.

Qual médico procurar?
A paciente deve procurar seu Ginecologista / Obstetra assim que souber que está grávida. Se a paciente desenvolve dor de cabeça grave, inchaço, alterações na visão, dor abdominal ou pélvica, ou outros sintomas de pré-eclampsia, deve-se procurar o pronto-socorro obstétrico imediatamente.

Prognóstico

A pré-eclampsia geralmente atinge o último trimestre de gravidez, mas pode iniciar a partir do 3° mês. Se a doença piora e ameaça a saúde da mãe o parto normalmente é induzido.

Os sintomas da pré-eclampsia regridem em geral de 1 a 2 dias após o parto e a pressão sanguínea volta aos valores normais após 1 a 3 meses. Se a eclampsia se desenvolve, o melhor tratamento para a mãe é a indução do parto.

O tratamento pré-natal pode reduzir drasticamente as complicações e mortes na pré-eclampsia e eclampsia.
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